terça-feira, 4 de junho de 2013

Cuidados com o frio: O que usar na montanha

Ola amigos, depois de tanta pesquisa através do oráculo Google, aprendi um bocado sobre erros e acertos na escolha de roupas pra frio em trilhas, tem coisa que simplesmente surpreendem de como a gente faz errado sem saber, um site que ajuda bem iniciantes e veteranos da trilha é o Trekking Brasil.com, tem de um tudo por lá, reviews de equipamento, roteiros e varias dicas de como não passar perrengue cometendo erros básicos. La encontrei essa ótima postagem de um dos editores do site o Mario Nery, experiente atleta que nessa oportunidade passa as informações básicas pra você gastar bem seu dinheiro na hora de comprar suas roupas pra enfrentar o frio, fica a dica:


http://trekkingbrasil.com/roupas-para-frio-e-neve/




Roupas para frio e neve

| 10 November, 2008 | 158 Comentários
 http://trekkingbrasil.com/roupas-para-frio-e-neve/
 
 
O Projeto Mochilão Machu Picchu 2009 anda de vento em popa. A equipe já se conheceu e o roteiro e custos já foram definidos. Agora estamos na fase de comprar os equipamentos necessários, com atenção especial para o material de frio como roupas, botas e sacos de dormir. Vamos ver como funciona o sistema de roupas para neve que faz a proteção do montanhista durante a caminhada/escalada.
Nosso mochilão é um pouco diferente da maioria dos outros mochilões para Machu Picchu, isso porque temos uma dose razoável de montanhas e passeios em locais frios. Iremos entrar na Bolívia e nosso primeiro desafio será o Salar de Uyuni, um deserto de sal onde as temperaturas podem atingir até -20 graus durante o inverno (período do nosso mochilão). Depois do Salar teremos uma escalada ao vulcão Licancabur, com 5916 mts de altitude. Uma escalada que começa de madrugada, no escuro. Depois do Licancabur iremos continuar nosso caminho sem grandes montanhas, até atingirmos a trilha Salkantay para Machu Picchu. Serão 4/5 dias de trilha com até 4700 mts de altitude.
Após conhecer a cidade sagrada dos incas iremos continuar nossa viagem até La Paz. Na capital boliviana teremos mais duas montanhas para fazer: Chacaltaya (5400 mts) e se tudo correr bem Huayna Potosí­ (6088 mts). Chacaltaya é uma montanha tranquila sem maiores dificuldades além da altitude. Já o Huayna Potosí­ é uma montanha mais técnica, ela é o nosso maior desafio. Uma escalada de 7 horas para atingir o seu cume. É nela que todo o equipamento disponí­vel e mais alguns materiais extras serão usados.
Basicamente o sistema de isolamento de calor para montanha funciona em camadas, em geral três camadas ou mais dependendo da necessidade e do frio local. Todas as camadas são importantes.

Sistema de camadas para roupas de frio e neve

1. Underwear, a primeira camada

A primeira camada é conhecida como “underwear” ou como “segunda pele”, trata-se se uma roupa de tecido sintético bem justa semelhante as usadas pelas mulheres para malhar e que aqui tem a função de eliminar o suor da pele e manter o corpo aquecido. Usaremos um conjunto completo, que inclui blusa, calça, luvas e em alguns casos meias.
Blusa e calça underwear

2. Fleeces, a segunda camada

A segunda camada é composta por um ou mais casacos de tecido polar. Este tipo de tecido que recebe vários nomes diferentes (Polartec, Windstopper, Polarwarm, Microfleece, Pile, Thermotex…) tem a função de reter o calor do corpo. Isso acontece devido a estrutura deste tipo de tecido. Essa camada pode ser composta de mais de um casaco, aumentando ainda mais o isolamento. Eu costumo recomendar o uso de duas camadas de fleece para locais muito frios. No meu caso eu vou levar um fleece de 300 e um de 200. Essa numeração indica a eficiência dos casacos, quanto maior o número mais eles aquecem. A escala vai de 100 até 500 – que eu saiba.
Casacos de fleece

3. Anoraks, a terceira camada

De todas as camadas essa é a mais técnica, principalmente quando se vai fazer esforço em alta montanha. Os anoraks para este tipo de situação tem que ser projetados cm membranas especiais que permitam a passagem do suor para fora mas não deixem a água e o vento entrar. É o que chamamos de anoraks impermeáveis/respiráveis. A principal membrana usada nesses tipos de anoraques é a Gore-tex. O custo desses anoraks é bem alto se comparado com os casacos criados para a realidade brasileira, que em geral não são respiráveis. Mas qual é a importância deste detalhe em alta montanha??
Os anoraks comuns (não respiráveis) podem funcionar como uma sauna e acumular o suor dentro da roupa, esse acúmulo de suor irá gerar gelo dentro da roupa e o resto eu não preciso nem explicar… Hipotermia e uma aventura estragada.
A função do anorak não é esquentar mas proteger da umidade e do vento. Impedindo esses de entrar e permitindo ao suor sair. Esses anoraks respiráveis são importantes quando existe movimento que gere calor, agora, se o seu caso for apenas um trekking leve ou uso dentro de um acampamento/abrigo os anoraks não respiráveis podem funcionar. Já vi relatos de pessoas usando anoraks não respiráveis em acampamentos base de 4700 mts sem problemas e inclusive no cume do Aconcágua…
Anoraks impermeáveis e respiráveis

E nas pernas como funciona o isolamento?

Exatamente como na parte superior do corpo. As pernas são protegidas por trás ou mais camadas de roupa, incluindo uma segunda pele, uma calça de fleece e uma calça impermeável. Além disso em locais de muita umidade ou neve recomenda-se o uso de polainas que cobrem a região que fica entre o cano da bota e a boca das calças, isso evita a entrada de umidade e vento.

Mãos e pés, o que usar?

Para as mãos o ideal é um sistema de camadas de luvas assim como acontece no resto. Usaremos uma camada de segunda pele, uma de fleece windstopper e uma impermeável. Essa camada impermeável em geral só é usada em alta montanha. Outra possibilidade para alta montanha é o uso de luvas sem dedos, por cima de todas as outras. Isso prejudica um pouco o manuseio das coisas, mas ajuda na retenção de calor.
luvas para neve
Nos pés o ideal são meias de camadas duplas e uma meia sintética ou no mesmo tecido da segunda pele.

Alguma coisa especial para a cabeça?

Para a proteção da cabeça também podemos usar sistemas de camadas com gorros e balaclavas (um tipo de touca ninja mais ou menos).
Balaclava e gorro

Casacos de alta montanha

São casacos extremamente técnicos e caros. São uma camada externa de Duvet (penas de ganso) que funcionam para proteger em montanhas muito frias, como acontece na cordilheira do Himalaia. Se for necessário usar este tipo de equipamento no Huayna Potosi iremos alugá-lo por lá. Ou comprá-lo caso o preço esteja bom, afinal de contas temos planos futuros para a Patagônia e o Aconcágua.
Jaqueta alta-montanha

Conclusão

Basicamente é isso. Um detalhe interessante é que em montanhas devemos evitar qualquer material de algodão ou tecidos não-sintéticos. Isso acontece por que ele retêm a umidade e demora para secar, o que facilitaria a condensação e a criação de gelo nas roupas, levando a um caso de hipotermia. Montanha é sinônimo de material sintético.

Roteiro Finalizado!!

Olá amigos, depois de muito tempo sem postar devido a trabalho (estava substituindo o chefe de férias) e até mesmo articulando as pendências da viagem digo que finalmente chegamos nos finalmente da preparação do roteiro, muita leitura sobre a região e o que encontrar por lá e principalmente como se proteger do frio intenso da região em agosto, foi uma briga, tira daqui, põe ali, mas no fim deu pra fazer uma planilha com o indispensável e ainda tempo livre pra simplesmente bater perna que sempre é bom, sem mais delongas o resumo da ópera ficou assim:










Pra facilitar a visualização e não esquecer de nada que pretendemos fazer no percurso fiz uma planilha menor com sugestões do que se pode fazer dia a dia além dos gastos básicos com deslocamento que inclui carro, combustível, e possíveis pedágios, coisa que a gente aqui do Nordeste não está bem acostumado:





Isso daí é o trilho, dia a dia atualizações virão, e vamos nessa que é pouco tempo pra muita coisa, agora pronto o roteiro vamos trabalhar no que vamos precisar pra viagem como roupas (importantíssimo) pra enfrentar o frio, alimentos pra uso nas trilhas, além dos equipamentos necessários, no próximo post: ROUPAS PARA TRILHA!

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Rio de Janeiro reservado!

Garantindo reserva no Rio de Janeiro, no coração da Lapa, no Hostel novissimo chamado Manga Hostel, baratinho, 370$ pelo quarto quadruplo que pelo site e reviews parece bem legal, segue link!

Manga Hostel

terça-feira, 7 de maio de 2013

Hospedagem? estamos progredindo....

Hoje foi dia de correr atras da hospedagem, foi dificil, mas conseguimos garantir tudo em Minas Gerais, em hospedagens autenticamente mineiras, faltando somente a hospedagem Fluminense, em Minas ficamos assim:

Alto Caparaó ( Pico da bandeira) - 17 a 19 de agosto:

Pico da Bandeira Hostel

Ouro Preto (Mariana e Catas altas) - 19 a 21 de agosto:

Hostel Goiabada com Queijo

Tiradentes - 21 a 23 de agosto:

Pousada da Bia

Logo mais atualizaremos as hospedagens fluminenses e logo apos postaremos reviews do Trip Advisor, valores por pessoa e experiencias com os equipamentos!

Até breve folks!

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Se liga no tempo!!!

Nessa viagem as condições climaticas são importantissimas, afinal vamos ter contato extremo com a natureza, vamos pegar temperaturas que vão variar dos 40 graus do Rio (só pra não perder o slogan) à uma coisinha beirando -4 graus no topo do Pico da Bandeira, sendo assim nada melhor que nosso monitorzinho de previsão do tempo ali à nossa direita pra gente ir se acostumando com o friozim da região!

Faltam 100 dias para a Trip!!!!!

Pois é amigos, hoje começaremos a contagem regressiva para nossa Trip, e com nosso contadorzim mineirim ali do ladim, fica bem mais facil né mesmo? quem vai?

domingo, 5 de maio de 2013

Roteiro de viagem

Para toda viagem, devemos começar com um bom roteiro, detalhado, dessa forma podemos analisar o tempo e de que forma distribuir as tarefas no dia e noite de forma a otimizar gastos e não deixar de fora nada ou quase nada que gostariamos de fazer, onde se hospedar e do que iremos precisar.

Antes disso porem, tentei listar tudo que gostaria de fazer e tentar encaixar numa quantidade de dias possiveis, depois disso correr atras de ofertas de passagens aereas perto das minhas necessidades, por sorte consegui passagens pela Azul em oferta, vale lembrar que é uma empresa que não tem uma politica de grandes ofertas, sendo assim fiquei satisfeito de conseguir passagens de ida e volta pousando no Santos dumont, bem no centro do Rio de janeiro por R$400,00 parceladas em 10 vezes.

Depois disso o importante foi correr atras de aluguel de carro, a maneira mais pratica de se deslocar por mais de 1000km entre Rio e Minas gerais, consegui um pacote na Avis com tudo incluso por R$680,00 com todos os seguros, inclusive contra terceiros, pois estar com um carro alugado por 10 dias acarreta uma responsabilidade maior, peguei um basico com km livre parcelado em 10 vezes.

A partir dai é utilizar o roteiro como uma planta baixa da viagem e inserir os recursos segundo a necessidade. Assim segue abaixo um modelo onde  pode  vizualizar-se  melhor a viagem:

*para melhor visualização clique com o botão direito sobre a imagem e abra em outra janela.